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Aquivos por Autor: helgawk

irlanda e escócia, até que enfim (antes tarde do que nunca)

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o tempo está passando tão rápido que a semana que eu esperei pra atualizar o blog se transformou em dois meses! caramba! não sei se vai fazer sentido mais, ou se vou me lembrar de tudo, mas vou tentar.

quando falei que ia pra irlanda e escócia, as reações foram unânimes: são dois lugares tão verdes! como sempre, eu fiz muito pouca pesquisa sobre os lugares em si, mas saber que iria visitar dois países verdes, me animou muito. com a ajuda da minha amiga inglesa nikki, que namora um irlandês, traçamos ao menos uma rota – dublin/galway/cliffs of moher/dingle/kenmare/cork/dublin. e foi mais ou menos o que fizemos, tirando cork e acrescentando kinsale e kilkeny no lugar.

como de costume, encontrei a cris no aeroporto (de dublin) e de lá pegamos um táxi pro nosso albergue super-hiper-mega jovem e moderno. e barato. alugamos um quarto pra 6 e ficamos só nós duas, mas não pensem que tava sobrando espaço não, a gente mal se movia. o albergue não ficava no centro mas bem perto do rio que corta a cidade e foi por lá mesmo que começamos nosso passeio no dia seguinte. logo pela manhã, já deu pra notar  que o tão famoso clima irlandês não ia nos decepcionar. saímos do hotel com sol, logo depois choveu, depois fez sol, depois ventou, depois choveu, depois fez sol e calor, depois fez frio e choveu e ficou assim o dia todo. isso pq escolhemos viajar no alto verão, imaginem vocês como deve ser no inverno!

dublin é super bonitinha. considerada grande pra irlanda. cheia de pubs e gente dentro deles bebendo e cantando. cheia de pontes cruzando o famoso rio liffey, cheia de prédios nas suas margens e tb, muitas floreiras. apesar de ser um domingo, o povo estava toda nas ruas, alegre, festejando algo como um jogo de futebol ou rugby, vai saber. já deu pra notar ali, no começo da viagem, que eles são muito amigáveis e orgulhosos de ser irlandeses. terminamos nosso dia na área chamada temple bar que, como o nome já diz, é a área dos pubs dublinenses. até que deu vontade de entrar num pub lotado daqueles e cantar com eles, mas cadê que cabia? hahaha

bom, no dia seguinte seguimos viagem de carro e, sim, dirigindo pelo lado “errado” da rua e sim, passando a marcha com a mãe esquerda – ai que meda! é super estranho no começo, principalmente pq estamos acostumados com o espelho retrovisor do lado direito e lá fica do lado esquerdo e vc fica brigando com o seu cérebro o tempo todo. tivemos que nos desautomatizar e aprender a dirigir de novo. passando o primeiro susto, foi uma delícia na verdade – mais um desafio vencido em nossas vidas, né cris?

e de dublin cortamos o país todo de leste pra oeste, chegando no final da tarde em galway. se não me engano, galway é a terceira maior cidade da irlanda, só perdendo pra dublin e cork. achamos nosso bed & breakfast tb baratinho e fomos dormir. foi assim a viagem toda. de manhã passeávamos pela cidade e de tarde dirigíamos para a próxima parada, chegando lá, quase sempre à tardinha (mas lembrem-se, era verão, tínhamos luz até as 9 da noite!). em galway vimos pela primeira vez o mar, mas o tempo ainda insistia em ficar ruim. calma, na verdade não podemos reclamar pq não ventou! e tanto eu quanto a cris, ODIAMOS vento! hahaha

o que mais? cliffs of moher é muito lindo e impressionante. são montanhas super altas que foram esculpidas pelo mar, são como enormes paredões verdes. frio. de lá, seguimos viagem pra dingle. ai que gracinha, até o nome é lindo não é? dingle bell…. dingle fica no suldoeste da ilha, quase na ponta e quando chegamos a primeira coisa que avistamos foi a baía cheia de barcos e veleiros. um cenário inesquecível! frio e nublado. mas, no dia seguinte, que surpresa!!! o sol e o céu azul! nossa, e como faz diferença em tudo o céu azul, não? todas as cores saltavam diante dos nossos olhos, o contraste era maravilhoso, o mar, os barcos, a luz, tudo ali, tão vivo e tão colorido! começávamos a nos apaixonar pela irlanda e suas cores.

de dingle fomos pegar o famosérrimo anel de kerry, que tem esse nome por ser uma estrada que contorna a costa e quase se fecha em formato de anel. o lugar mais bonito do mundo! ahahh exagerada, claro. não, mas sério, a estrada simplesmente tem lindas e verdes montanhas do lado esquerdo e o mar, lindo e azul do lado direito. é ou não é de cair o queixo? essa estradinha é realmente um capítulo à parte – muito estreita, sem nenhum espaço lateral pra parar o carro, uma única pista de ida e outra de volta, super verde com árvores quase cobrindo a estrada – foi uma aventura e tanto dirigir por ali.

edimburgo (édinbura)

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como escreveu,, muito bem aliás, minha amiga alessandra, edimburgo em inglês é édinbura, engraçado jeito de falar e claro, mais engraçado ainda o jeito que eles falam inglês por lá, quase não dá pra entender uma palavra.

enfim, passei meu quadrigésimo sétimo aniversário por lá. meu hotel na verdade foi um quarto na universidade, muito legal, com direito a bandeijão no café da manhã e aquele clima de escola com centenas de estudantes do mundo todo. fiquei até com vontade de estudar de novo.

a cidade é super pequena e o que chama a atenção logo na chegada são suas montanhas, seu imenso vale que separa a cidade em dois, seus lindos edifícios de pedra na cidade velha e seus não tão menos lindos prédios georgianos na cidade nova. no alto da cidade bem majestoso, está o castelo de edimburgo, que, para mim, mais parecia uma fortaleza devido aos vários canhões apontando pra cidade. no vale, os museus, o parque (super verde) e 2 pontes fazendo a ligação entre “as duas cidades”. e lá longe ao norte está o mar. o parque que fica perto da universidade chama hollyrood e tem o mesmo nome do palácio onde viveu a mary, rainha da escócia (a mesma que foi executada acusada de traição pela própria prima, rainha elizabeth I), e também aonde fica hospedada a rainha elisabeth II quando de visita pela cidade.

bem perto do palácio está o parlamento escocês. maravilhoso. arquitetura super moderna que usa um monte de madeira e aço, parece as vezes como uma palafita. foi projetado por um arquiteto espanhol de nome miralles e sua mulher. muito legal mesmo, vale uma visita.

e foi isso, 4 dias de chuva, sol, frio, vento, calor, muitos cappuccinos, filmes no computador, caminhadas pelas montanhas, um pouco de história, um monte de kilts, muita música de gaita de fole e lá se foi mais um aniversário!

come-e-dorme

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como o título está dizendo, esses dias de férias em gandia estavam mais pra come-e-dorme do que qualquer outra coisa que costuma rolar nas férias. e não estou reclamando não, muito pelo contrário. foi o tipo de descanso onde até a mente foi desligada, ficou dormindo por uma semana, com seu ego e seus pensamentos constantes paralisados. que bom.

a família rosas me recebeu super bem, como já é de costume, dormia até tarde, tomava o café da manhã quase de tarde, almoçava lá pelas 4 (sempre uma comida diferente e deliciosa – e calórica tb), o jantar então, nossa senhora, era nas primeiras horas da manhã… o tempo passava meio devagar, meio correndo, sem hora certa, sem dia certo… e a cabeça ia se desligando, o corpo amolecendo.

o são joão na praia foi o ápice da viagem. eu que nem sabia até bem pouco que se celebrava o são joão na espanha, fiquei ainda mais surpresa ao ver que eles acendem fogueira – e pulam, se reunem na praia pela noite afora, pulam ondas, vestem branco (parece um mixto de são joão com reveillon). a idéia é celebrar o fim de uma era e o começo de outra, o fim do inverno e o começo do verão, queima-se o velho, ansia-se o novo. e lá estava eu, nós, na praia até as 3 da manhã, cantando, tocando tambor, pulando ondas e desejando coisas novas para o ano que começa. notem que para mim tem um significado ainda maior sendo que meu niver é em poucos dias. literalmente estarei começando um ano novo!

obrigada ale, nicéia, paulinha, paloma, violeta, dona consuelo, nega e daisy. vocês foram demais e o bem pode ser visto à distância!

mamis e eu

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pina baush

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esse filme do wim wenders é sobre pina baush, uma bailarina alemã que revolucionou a dança moderna e que morreu subitamente há 2 anos deixando seus bailarinos órfãos.

sua paixão pela dança e sua entrega, o sentimento mostrado não por palavras e sim por movimentos fez dela um nome na dança mundial. eu amei o filme, as músicas, as locações, os bailarinos e suas homenagens a ela, tudo muito lindo e emocionante – esse parece mesmo ser o ano da dança no mundo.

minha homenagem <3

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ele morreu hoje aos 84 anos. meu Deus, eu que nem sabia que ele tava doente estou muito chocada com a notícia! muito, muito, muito triste mesmo.

little white lies

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vou ver amanhã. pelo trailler parece ótimo né? e o casting então? maravilhoso! depois eu conto…

amo

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domingo, ops, quinta no parque

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o melhor lugar do mundo é aqui. e agora. já dizia o gil. basta chegar o sol, o céu azul e o calor que não tem pra ninguém, londres ganha de todo mundo. vai ser linda assim lá na china!

preciso arrumar um jeito de viver aqui na primavera-verão-outono e me mandar no inverno… pensar, pensar….

cabelo novo, vida nova

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