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e hoje foi meu dia de folga mas não pensem que fiquei em casa descansando não. afinal de contas não é porque eu to trabalhando num museu que eu perdi a vontade de ir em outros né? tá que tem dias que eu saio meio cansada mesmo, natural, mas hoje não, hoje eu fui ver a expo “corot to monet” na national gallery.
muito legal. eu já era muito fã do monet e do turner tb, mas não conhecia esse tal de corot (hahahaha, tadinho, como se ele não fosse conhecidíssimo no mundo das artes) e adorei o trabalho dele. o que que são aqueles céus, meu deus? nossa, fiquei impressionada, tantas cores, tantas nuances, degradeés, maravilhoso!
recomendo.
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depois de 3 dias diretos trampando na galeria muita coisa me vem à cabeça. museu é mesmo uma coisa incrível né? não sei se porque não fui acostumada a ir a museus e galerias desde pequena, mas quando vejo, agora todos os dias, um monte de crianças indo visitar a galeria, penso comigo, que legal ser criança num país como esse!
e os bebezinhos vão ao museu, as crianças nos seus carrinhos, os adolescentes barulhentos e em bandos, os casais, os amigos, as famílias inteiras e até os velhinhos e suas bengalas vão. acho que quando os museus e galerias são gratuitas, você simplesmente vai. vai pra se esconder da chuva. vai pra usar o banheiro. vai pra tomar um café com amigos. vai pra fazer pesquisa de história ou de arte, vai pra matar o tempo ou simplesmente, vai. e mesmo que o interesse não seja a arte em si, imagino que ela vai entrando em sua cabeça como uma gota diária, essencial para a sua formação.
hoje na galeria tinha uma turminha do barulho, com seus 7, 8 anos, todos ali, sentados no chão com papéis pretos e muito lápis de cor, desenhando a sua versão de quadros expostos. ao mesmo tempo estavam aprendendo sobre cubismo, modernismo, rei george v, virginia wolf e por aí vai. agora imaginem o assunto quando voltam pra casa depois dessa aula? “mãe, eu escolhi desenhar o quadro de um tal de james joyce e fiquei sabendo que ele era um escritor muito famoso, um cara esquisito, será que os livros dele são legais?…”
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não sei porque, mesmo, mas essa é minha foto marrakech.
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zeineb é o nome da amiga que eu fiz por terras marroquinas. uma menina de 19 anos, totalmente mulçumana, que me ensinou um pouco sobre o islamismo e sua tradição.
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e para terminar, algumas fotos da minha pequena viagem a essaouira, uma cidade praiana descoberta pelos portugueses há uns 400 anos e bem, como principal característica, tem muito vento, mas muito mesmo pro meu gosto. valeu é claro por ter visto o mar de novo – mas não nadei, o vento gelado não deixou.
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bom, se os de lisboa já me emocionaram imaginem os de marrakech!
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esse jardim foi construído em 1920 pelo artista jacques marjorelle e depois foi comprado por yves saint laurent. é um oásis de paz e sossego no meio do caos. e só lá é possível encontrar um dos azuis mais bonitos que eu já vi, o azul marjorelle.
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só uma ilustração do que eu disse no post anterior.
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bom, vamos lá. marrakech é uma cidade estranha no começo, é tudo over, tudo muito, muito barulho (de tudo, desde buzinas de moto até de flauta mágica encantadora de cobras), muitas cores (nas suas casas laranjas, melhor, cor de telha, nos inúmeros mosaicos, nos sapatinhos de couro, nos kaftans bordados, nas portas de madeira escura ou azuis) e também muita gente. é tanta informação misturado a tanto calor que a primeira impressão é assustadora. pensei que iria me arrepender por ter que ficar lá por uma semana. mas não. depois desse primeiro dia, tudo vai tomando um outro sentido, uma harmonia no meio do caos. e no final, eu já estava totalmente adorando!
todas as casas de marrakech, incluindo seus novos (art deco) prédios, são feitos ou pintados da mesma cor que vem da terra e isso dá um aspecto harmônico à cidade, funciona como um fundo para todas as outras cores. seus mosaicos são estupendos e podemos encontrá-los em qualquer lugar, no meio da praça, numa fonte, decorando a porta da mesquita e por aí vai. bem no coração da cidade, cercada por um muro super grosso encontra-se a medina (pelo que vi depois, existe uma medina em cada uma das cidades marroquinas). nessa medina a gente encontra os souques que são os mercados. os souques são pequenas lojinhas, umas grudadas nas outras onde podemos encontrar de tudo e mais um pouco. às vezes, só a entrada é pequena mas quando se adentra pela porta, vê-se uma loja gigante, provavelmente uma ex casa, rica em mosaicos, tetos decorados e tals. as lojas de tapetes geralmente são desse tipo.
e no centro da medina de marrakech existe essa praça gigante chamada Djemma el Fna e é nela que a loucura acontece, inclusive o trânsito caótico, de gente, bicicletas, motos, charretes, burricos e táxis.
e só uma informação complementar: o marrocos é o maior produtor de fosfato do mundo e por isso, é um país que tem tudo para ser rico. só não vi aonde eles estão usando esse dinheiro porque desde os táxis fiat 147 até os ônibus de provavelmente 1960 e também seus recentes prédios art deco, parecem estar longe de uma modernidade conhecida por nós, ocidentais.
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antes de tudo tenho que explicqr esse teclqdo: o a tà no lugqr do q e vice-versa; sem falar no m e virgula, se eu errar muito é por causa do teclado (em compensaçào tem é, è, à e ç, vai entender…).
vamos là: meu voo foi tranquilo, com direito a por do sol e tudo. cheguei prà là da meiq noite e cqde o cara que vinha me buscar no aeroporto? no show. muito bom, umq brasileira com nacionalidqde alema, falando ingles, numa pais arabe que fala frances – confusao total, hahahahah. comecei a perguntar aos guias que la estqvam se eles conheciam meu hotel e nada. resolvi ligar pro hotel e uma voz arabe do outro lado me dizendo algo que eu entendi ser esse numero de telefone nao existe, bla, bla, bla; pedi ajuda a um guia de novo (nessas alturas ja tava ficando conhecida no aeroporto) e o cara descobriu que tava faltando um 5. ufa, liguei pro hotel e claro aue depois de um pouco la estava meu guia, um cara gordinho, baixinho, dentro de um kaftan branco (eu mereço!).
estava tao relaxqda dentro da van que mal vi que ele parou a van numa praça gigante e me falou num arabe/frances/ingles: vc desce aqui e pega a moto do hotel que vem te pegar. muita cqlma nessa hora – what?????? euzinha descer aqui no meio dessa praça gigante, sozinha à 1 hora da manha? nem a pau juvenal! mas é claro que eu tive que descer e ainda pagar 15 euros por isso e dois minutos depois eu e minha mala estavamos numq moto cruzando aquela praça lotada, quase atropelando todo mundo, entrando e saindo de ruas minùsculas, um verdadeiro caos, uma verdadeira aventura à la helga, doida helga.
e pra terminar soh vou tentar descrever o cqlor! 39 graus na sombra e 45 dentro do meu quarto! e beleza de férias!!!
e como eu disse no ùltimo post, hoje soh amanha. o suadeiro nao ta me deixando escrever mais, hahahaha
ps: fotos soh na volta.
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Tagged: marrakech